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Empresa que venceu licitação de concessão de água de Santa Rita pediu orientações a Cagepa, revelou Marcus Vinicius, que ainda acrescentou: "Santa Rita só tem água pra mais cinco anos e depois?

A tentativa de se privatizar o abastecimento de água na cidade de Santa Rita será um desastre para cerca de 136 mil habitantes. O município é um dos mais importantes do estado. O alerta, é do presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), engenheiro Marcus Vinícius Neves.

“É o caso mais absurdo que podemos ver”, ressaltou. "Lembrando que o próprio presidente da empresa privada [contratada] pela prefeitura Santarritense para gerir a água da cidade, esteve na sede da Cagepa em Marés para tentar se situar do problema." Confidenciou. 

"O fato que mais chamou a atenção foi a pergunta que o cidadão fez para o meu gerente regional se podia tirar água do Rio Paraíba. Ora, a água do Rio Paraíba é salobra. Ele não sabe, mas temos um estudo para levar a água de Marés para Santa Rita", revelou Marcus Vinícius.

"Santa Rita não tem água para mais cinco anos dentro da cidade, dentro de seus limites" alertou com muita preocupação, o presidente da estatal, que ainda contou que no último mês a companhia esteve fazendo a interligação de subadutoras. 

“Interligamos os Reservatórios R1, R2 (que fica nas proximidades do Pavilhão do Chá), R6, no Bairro da Torre, e R11, no Bairro do Cristo… E aí você pode perguntar: O que tem a ver João Pessoa com Santa Rita?. Essa região de João Pessoa não é abastecida pela Barragem de Gramame, só pela Barragem de Marés, portanto o que isso significa? Significa que estamos trabalhando para que o povo de Santa Rita não fique sem acesso ao bem mais precioso, a água.

De acordo com Marcus Vinicius, Gramame tem uma folga de 600 litros por segundo. 

“Eu tenho condições de produzir 600 litros por segundo a mais, isso fora a barragem que temos lá na frente. Hoje, nós temos um estudo de viabilidade de Marés para abastecer Santa Rita, porque Marés não precisará abastecer essa área de João Pessoa, que será abastecida por Gramame”, explicou

“Reparem a interlocução que têm essas cidades. Aí eu pergunto: Vão arrumar água para abastecer Tibiri, Marco Moura e Centro de Santa Rita de onde? Eu tenho [condições de abastecer] e a cidade [Santa Rita] não pode ficar sem água”, garantiu o presidente.

Quebra de contrato.

No final do mês de Dezembro do ano passado, a prefeitura de Santa Rita decretou a anulação do contrato com a Cagepa, alegando, entre outros fatores, falhas nos sistemas de abastecimento de água e de saneamento operados pela Cagepa. O documento assinado pelo prefeito Emerson Fernandes Alvino Panta (PSDB) cita que tramitam no Ministério Público da Paraíba (MPPB) inquéritos civis visando a apuração de diversos problemas na oferta, captação, reservação e distribuição do sistema de água, bem como no sistema de esgotamento sanitário no município de Santa Rita.

A administração municipal argumentava que cobrava adequação no serviço há muito tempo, mas que a Cagepa não reconheceu as evidentes deficiências, bem como não justificou e tão pouco propôs correções aos vícios de origem apontados na notificação.

Em abril deste ano, uma liminar da Justiça chegou a suspender o processo de privatização dos serviços de água e esgoto em Santa Rita. A ação foi impetrada pela companhia estadual, solicitando a anulação do contrato de concessão celebrado entre as partes (prefeitura e empresa). No entanto, a prefeitura recorreu da decisão e conseguiu derrubar a liminar no Tribunal de Justiça em decisão monocrática.

Redação / Diário do Sertão.

Marcos Cavalcanti

Marcos Cavalcanti é jornalista, e Mestre em Teologia. Trabalhou nas rádios Integração do Brejo de Bananeiras e Solânea FM de Solânea/PB - Nas Tvs, Gazeta e CNT/SP - Foi porta voz da Prefeitura Municipal de Santa Rita/PB - Atualmente é Assessor de Imprensa da Câmara Municipal de Santa Rita.

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