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CRISE ENTRE OS PODERES: Dias Toffoli e Alexandre de Moraes nos atiram para uma terra de indefinições e incertezas.


A revista CrusoÉ é uma publicação exclusivamente digital e praticamente desconhecida pelo grande público.

O site "O Antagonista", responsável pela revista, a despeito de sua inestimável contribuição para os recentes acontecimentos que culminaram neste, digamos, “Novo Brasil”, e a despeito da qualidade ímpar dos seus principais editores, a saber: Diogo Mainardi e Mario Sabino, tornou-se, a meu ver, um site sensacionalista e vendedor de manchetes, bem diferente do seu início espetacular.

Dilma Rousseff deve muito do seu impeachment ao "O Antagonista." A Lava Jato, deve muito do seu apoio ao "O Antagonista." Vários derrotados nas eleições passadas devem muito do insucesso ao "O Antagonista."

Dito isto, é hora de agradecer a Dias Toffoli e Alexandre de Moraes pela igualmente inestimável contribuição que nos deram nestes dias ao censurarem uma matéria amplamente desconhecida e não reverberada por absolutamente ninguém na grande imprensa, trazendo à luz um episódio natimorto, ainda que seríssimo.

Hoje, Toffoli tornou-se muito mais suspeito, perante à opinião pública do que jamais foi. Gilmar Mendes deve estar sentindo uma inveja danada. Foi destronado, ao menos temporariamente, do posto de ministro mais odiado da Suprema Corte.

O incrível meus caros, é que na matéria não há absolutamente nada que incrimine Toffoli. Muito menos que insinue algo ilícito de sua parte. Trata-se apenas da informação de que era chamado, por Marcelo Odebrecht, de “amigo do amigo de meu pai”.

Ora, a sociedade é livre para pensar o que e como quiser. Se baseado nas informações que possuo eu considerar Dias Toffoli um ministro despreparado ou mesmo “pra lá de suspeito”, tenho este direito. Inclusive de me expressar publicamente neste sentido. O que eu não posso — nem jamais faria — , seria acusar o ex-advogado do PT de ter cometido algo ilícito.

O que estes dois ministros ainda não compreenderam é que a informação não é mais mercadoria rara e de exclusiva distribuição. Antes, bastava proibir a circulação de um jornal ou de uma revista e pronto. Antes, bastava um ou dois grandes veículos se alinharem ao  status quo  e pronto.  Não havia internet, redes sociais e blogueiros palpiteiros aos montes.

De nada adianta censurar a revista CrusoÉ, pois é impossível impedir a livre circulação da matéria em questão pelas redes sociais. Salvo se a dupla Moraes e Toffoli derrubarem a internet do País, como se faz na China e na Coréia do Norte.

Além disso, é forçoso lembrar a famosa frase que diz “quem não deve, não teme”. Afinal de contas, por que Dias Toffoli simplesmente não veio a público e apresentou suas explicações?  Bastaria ter dito que seu apelido é algo que deve ser perguntado ao próprio Marcelo Odebrecht e garantir que jamais praticou, como Advogado Geral da União do Governo Lula,qualquer ato ilícito.  Pronto! Estaria resolvido.

Não sei e muito menos quero saber das motivações de Toffoli e Moraes. Para mim, não há nada que justifique esta barbárie cometida contra a sociedade brasileira. Censura e opressão  não combinam com estes novos tempos. A veia autoritária de Dias Toffoli é explicada por seu DNA petista. Mas, Moraes foi uma desagradabilíssima surpresa.

De positivo, só a repercussão nacional do caso. À direita e à esquerda, passando pelo centro, a desaprovação foi total. E após a manifestação da PGR Raquel Dodge, a situação da dupla censora piorou sobremaneira.

Aguardemos os próximos passos e movimentos. Aguardemos os próximos dias e o desenrolar dos fatos. Veremos se triunfarão a opressão e tirania, de dois agentes públicos, ou se a liberdade e a democracia de todo um povo.

Veremos se continuaremos Brasil ou se emularemos Cuba e Venezuela.

Marcos Cavalcanti

Marcos Cavalcanti é jornalista, e Mestre em Teologia. Trabalhou nas rádios Integração do Brejo de Bananeiras e Solânea FM de Solânea/PB - Nas Tvs, Gazeta e CNT/SP - Foi porta voz da Prefeitura Municipal de Santa Rita/PB - Atualmente é Assessor de Imprensa da Câmara Municipal de Santa Rita.

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